sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

mesmo.

And I will love to see that day
That day is mine
When she will marry me outside with the willow trees
And play the songs we made
They made me so
And I would love to see that day
Her day was mine

Beirut. Postcards from Italy

Eu estava deitada e você andava em minha direção, eu te olhava e sentia algo gritar dentro de mim... como se uma explosão estivesse preste a acontecer.
Você me olhava de uma maneira devastadora, eu me senti nua no primeiro momento, senti que algo me agarrava com ternura, com delicadeza, com intensidade... eu por vezes titubeava... não me permitia, então você chegava mais perto e me suspendia...me abraçava... me beijava como se naquele exato momento o mundo fosse silenciado e só existisse dois corpos, duas bocas, nós, eu e você, mesmo! Você olhava bem fundo em meus olhos e dizia com todas as palavras o amor que sentia e do desejo de ficar comigo, e eu me soltei...tentei fugir, mas os seus braços eram mais longos do que minha fuga repentina, você simplesmente mostrava o quanto era mulher e o quanto eu estava sendo tola. Como pode alguém "tão" mais jovem ser tão perseverante e expressar o seu real desejo? Era essa pergunta que me fazia ao olhar para o seu sorriso de menina mulher... Você me beijou com um sorriso, daqueles sorrisos sabor chocolate quente bem cremoso... eu tinha fome e sede por você.
(...)
os seus beijos e os seus toques eram como tatuagem...ficavam em meu corpo e em minha alma...e eu só conseguia lembrar do amor, e a fuga...que fuga? não existia motivo algum. só existia você e eu, eu e você e a nossa fusão de universos.

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