quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Mudar.

Estava na hora de mudar, permaneci por aqui mais tempo do que gostaria.
Há mais de um ano deveria ter deletado esse meu espaço egocêntrico e no entanto quis resignificar, e de fato o fiz, mas como uma boa geminiana preciso mudar os meus ares. Então, vamos para o novo:

http://sobrealgoealguem.wordpress.com/



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Celebro o amor que tenho como se fosse a última coisa que pudesse comer no dia ou na vida, é assim que me entrego ao divino sabor daquilo que penso entender e que no fundo se mostra mais do que posso compreender.
Vejo que a insatisfação me pertence por justamente querer mais das pessoas e das coisas, mesmo que só possamos oferecer aquilo que podemos dar, nem mais, nem menos, e isso não é fatal, é apenas o que é. Tem coisas que precisam ser dadas sem obrigação, é assim o amor...você o tem, eu o tenho, e posso lhe dar, mas na medida que posso dar, por que se não é mentira, é falso, é prepotente, é vazio... então, eu lhe dou, tome, é seu nesse momento presente, então cuida, porque o amor morre, falece, sabe? ou vai embora, ou nunca existiu. Mas, esse amor aqui...saboroso/apetitoso é real, é verdadeiro, ele se transforma por vezes, mas prefere ficar, não estático, mas em transformação. 
Enquanto, para alguns ele já foi... para você ele quer ficar e pretende ficar até o momento em que essa fusão de universos fizer sentido. Não sejamos derrotistas, as relações morrem e com ela os sentimentos, mas não tenho o que temer... vamos viver Anna, vamos nos deixar ir Anna. Se entrega, vai, abraça, beija, ama.

Por nós e com carinho,

Anna

terça-feira, 24 de abril de 2012

devorar.

existe aquele sabor que fica na boca, parece que impregna todos os cantos da boca,
você passa o dia inteiro sentindo e até quando engole outra coisa, o gosto está bem ali. 
é como melância ou repolho ou pimentão ou algo que vai fazer você lembrar do gosto durante todo o dia...
assim são as pessoas...
existem aquelas doces, as azedas, as amargas, as mistas, as saborosas, as intragáveis, as intensas...
Eu costumo lembrar dos olhares, das mãos, dos abraços e de como fala... são os gostos, os sabores, talvez porque eu tenha uma necessidade de sentir falta, sentir saudade, e os gostos/sabores são aquilo que nos aproximam das coisas/das pessoas/das situações...
Saudade é um sentimento que me arremata, que me faz capaz de perceber o sentido e as sentimentalidades presentes... ainda que sejam por muitas vezes escolhas.
Pessoas são assim, são o nosso caminhar, são o nosso pesadelo, são tudo aquilo que é possível e impossível...
Fiquei saudosa hoje, muito. mesmo!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

m.t.

ela me provocava, me causava vertigens, me instigava a sentir e a desejar sensações que ficavam silenciosas por horas, e quando acordavam eram altas, onipresentes, arrebatadoras...
os movimentos, os gostos, os olhares, as mãos e os abraços, as pernas e o suor, tudo era (é) intenso como se o mundo pertencesse a nós, um silêncio percorria o quarto e as nossas sonoridades cresciam naquele silêncio... ela me seduzia, me deixava claro o seu desejo, a sua vontade de querer tantas coisas... eu era dela e ela era minha, em sentidos variáveis, sem o sentido de posse perjorativo...

e todos os momentos que ela me olhava daquele jeito doce, provocador, romântico...eu sabia que era ela. que só tinha de ser ela...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ela acordou desconectada...
um pouco confusa, um pouco medrosa, um pouco com sentimentos ruins...
desconhecia esse vazio...um vazio momentâneo.

Ela queria ficar no silêncio, em um quarto escuro, apenas ela, ela e ela.
Não queria ser forte hoje, só queria desmanchar, para que amanhã acordasse e se sentisse quase inteira, quase sem dor...sem confusão.

domingo, 25 de março de 2012

teu sorriso me conduz para as mais belas paisagens que o meu universo jamais vivenciou...
teus cabelos quando soltos fazem o meu mundo parar.... assim que te vejo caminhando os nossos olhares se encontram e de repente você abre o mais doce e saboroso dos sorrisos. então, percebo o quanto você me arremata, o quanto você me faz acreditar que eu sou tua e que voaria comigo para onde os nossos universos pudessem ser/estar/existir juntos.
tuas palavras... essas me causam arrepios de satisfação...de puro êxtase...como se não existisse amor igual, como se não existisse limite para a entrega.... então, me faço e desfaço por mim, por você, por nós...como se eu pudesse construir e descontruir castelos grandes, majestosos, imponentes só para que eu e você estejamos seguras...
teu corpo... nele aprendi/aprendo a saborear as dimensões do prazer e do desejo... você me fascina, me enlouquece e me dar certeza que nada disso é irreal....teus movimentos, tuas vontades, minhas vontades, nossos encontros... por amor. por você. por mim.

Eu te amo.
você é minha menina.

Jorge Benjor - A minha menina


Ela é minha menina
E eu sou o menino dela

Ela é o meu amor
E eu sou o amor todinho dela

A lua prateada se escondeu
E o sol dourado apareceu
Amanheceu um lindo dia
Cheirando a alegria

Pois eu sonhei
E acordei pensando nela

(...)

A roseira já deu rosas
E a rosa que eu ganhei foi ela
Por ela eu ponho o meu coração
Na frente da razão

E vou dizer pra todo mundo
Como gosto dela

(...)


sexta-feira, 9 de março de 2012

.

Ela estava logo ali, os seus cabelos cacheados estavam soltos, usava brincos com pedras brilhantes, estava sem ôculos, o sorriso era deslumbrante e vestia aquele vestido rodado que se emoldurava no corpo mais que provocante, um corpo com formas, belas formas, formas femininas. Ela dançava olhando para mim e eu não tirava os meus olhos daquela moça, ela me enfeitiçava...suas mãos me chamavam, o seu dedo indicador apontava em minha direção, ria e construia um fio condutor... nossos corpos estavam definitivamente conectados.

Eu caminhei até ela e ela se ligou ao meu corpo, me conduzia, ao pé do ouvido me dizia:


"Não terias medo
Dançaria todas as valsas
Todos os tipos de danças comigo
Me tomaria para si
Por completo
Comtemplaria cada segundo
Como instante, único, do universo"

K.